segunda-feira, 24 de março de 2014

MAMÃE NASCEU EM GARANHUNS

Viviane já sabe em quem votar. Neste final de semana, ao ler o Blog de Ronaldo, o César, descobriu que a mãe de Paulo Tâmara nasceu em Garanhuns. O candidato socialista portanto tem raízes aqui na terrinha e se aprofundar mais o estudo da árvore genealógica do socialista ele tem algum primo no Sítio Castainho.

Minha querida Vivi raciocina que se Paulo Tâmara ganhar a eleição vai fazer tudo por sua mãe, ou melhor por Garanhuns, onde sua mamãezinha querida nasceu.

E aí, em vez de cobrar impostos, segundo a minha namorada, o novo governador vai trazer muitas fábricas para a cidade. Indústria de verdade, agarante, não é como aquela de fazer sabão dos tempos de Luiz Carlos do Jardim das Oliveiras.

Paulo Tâmara vai colocar o Sete na primeira divisão do Pernambucano.

Paulo Tâmara vai criar mais uma colina em Garanhuns, que a partir de então será a terra das 8 colinas, porque 7 é a conta do mentiroso.

Paulo Tâmara vai instalar um teleférico na cidade, para alegria e satisfação do outro Paulo, o Camelo, o primeiro a acreditar nesse projeto.

Veja só como é a política: até outro dia ninguém sabia quem era esse cara, o tal de Paulo Tâmara. Só se sabia que cobrava impostos com muita competência. Agora já sabemos que é um trabalhador, subiu na vida com muito esforço, sem ter pai usineiro nem padrinho governador e agora – eureka! – revela em plena sede da AGA (não confundir com ÁGUA) que sua mãe é de Garanhuns.

Vai vê que ele tem uns primos por aqui que gostam de tomar umas pingas lá no Brás.

Vai vê uma amiga de sua mãe hoje está aposentada depois de ter ensinado anos no Colégio Quinze.

Vai vê que um rapaz que fez serviços na casa da mãe de Paulo Tâmara hoje é jardineiro no Pau Pombo.

Vai vê que sua mamãezinha conviveu com os Tavares Correia, os Ferreira Costa, se consultou com Dr. Couto, fez uma pequena cirurgia no antigo Hospital Santa Terezinha, conheceu o Bar da Galinha, assistiu filmes no Cine Jardim e andou em ônibus da Jotude daqui pra o Recife.

E tudo isso ela passou pra meu menino, o Paulo Tâmara, que agora é candidato a governador.

“Tem tudo a ver Raulzito eu voto nele. É mesmo que ter nascido em Garanhuns também”, fala minha entusiasmada Viviane.

Sendo assim, acho que Paulo Tâmara não pertence a tal Legião Estrangeira de que fala o outro Paulo, o Camelo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

BUNDA TAMBÉM É CULTURA

Os responsáveis pela bunda (como é conhecida na atualidade, referindo-me ao conceito contemporâneo de bunda; ou seja, a bunda como ela é) são os africanos. Mais especificamente, os angolanos e os cabo-verdianos. Para ser ainda mais preciso ainda..., as angolanas e as cabo-verdianas. 

Foram elas, angolanas e cabo-verdianas, que, ao chegarem ao Brasil durante as trevas da escravatura, revolucionaram tudo o que se sabia sobre bunda, até então. Foi assim: naquela época, a palavra bunda não existia. Os portugueses, quando queriam falar a respeito das nádegas de uma cachopa, diziam, exatamente isto: nádegas; ou região glútea (tanto fazia).

Aí, os escravos angolanos e cabo-verdianos chegaram ao Brasil. Só que eles não eram conhecidos como angolanos nem cabo-verdianos.
Eram os “bantos”, chamados bundos, e falavam o idioma "ambundo", ou "quimbundo": a língua bunda, enfim. Os bundos, em especial as mulheres bundas, possuíam a tal região glútea muito mais sólida, avantajada, globosa. 

 Os portugueses, que não são parvos, logo deitaram os olhares para as nádegas das bundas (das mulheres bundas). Quando alguma delas passava diante de um grupo de portugueses, vinham logo os comentários: “Que bunda!” (referindo-se, claro, à africana; não à bunda, propriamente dita, da africana...). Em pouco tempo, a palavra bunda, antes designação de uma língua e de um povo, passou a ser sinônimo de nádegas. E assim nasceu a bunda moderna.

COMO VÊ..., BUNDA TAMBÉM É CULTURA!...

quinta-feira, 20 de março de 2014

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO

A esposa com o aniversário chegando joga uma indireta para o marido:

- Amor, meu aniversário está chegando e quero um presente bem legal. Vou te dar uma pista: vai de zero a cem em menos de 5 segundos, pode ser de qualquer cor.

No dia do aniversario a mulher encontrou um pacote no quarto. Quando a mulher abriu o pacote viu uma balança de banheiro cor de rosa, novinha.

***
Ah, a propósito, o marido continua desaparecido.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O GALO NA MADRUGADA

Viviane não gosta de jazz e por isso procura alternativa para fugir de Garanhuns durante o carnaval. Também já cansou de Tamandaré e este ano vai dispensar a praia.

Recife nem pensar, ela diz que não vai sair do aprazível bairro de São José pra ver o galo na capital quando já tem galo exclusivo aqui na cidade. Nem quer saber de Olinda, pois lá só tem homem à meia noite e ela quer um pra chamar de seu a toda hora.

Vai terminar minha amada indo e me arrastando pra São João. Tão dizendo que neste carnaval vão botar pra lascar trazendo o Alceu, a Elba e se duvidar até o espírito irreverente do Reginaldo Rossi.

O meu medo é que em São João vai ter campanha para eleição fora de época e isso pode se transformar numa guerra.

Deus me livre que em plena folia doutores e mandioqueiros resolvam brigar e sobre pra nós, que só queremos nos divertir.

Vou tentar convencer a Vivi a ficar em Garanhuns mesmo. O Festival do Jazz é meio morgado, mas pelo menos é menor o risco de gente morrer de morte matada.

E independente de qualquer coisa, quando a gente chegar em casa vai rolar a festa até o dia amanhecer. Isso se o galo e a galinha não resolverem dormir cedo, com a desculpa do estresse.

Quando se passa dos 30 às vezes da uma canseira...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O MOLHO BRANCO

O marido chega em casa as 18:00hs e diz à mulher que teria uma reunião às 22:00hs, mas que ele não iria pois considerava isto um abuso.
Mas a mulher, preocupada com o marido, o convence que o trabalho é importante. O marido então vai tomar um banho para se preparar e pensa: "Foi fácil enganá-la!"

Como toda mulher, quando o homem entra no banho ela revista o bolso de seu paletó e encontra um bilhete onde estava escrito: "Amor,estou esperando por você para comermos um pato ao molho branco. Beijão, Sheila".

Quando o marido sai do banho encontra sua mulher com uma roupa sensual e toda fogosa. O marido não perde tempo e parte para o rala e rola. A mulher lhe dá um trato tão bom que o marido adormece. Quando vai chegando a hora, a mulher acorda o marido, que não quer mais ir a reunião, mas novamente ela o convence.

Ao chegar na casa da amante, o marido cansado diz a ela que hoje trabalhou muito e que só iria tomar um banho e descansar um pouco.
Como toda mulher, ao entrar no banho revista o bolso de seu paletó, e encontra um bilhete onde estava escrito: "Querida Sheila, o pato foi, mas o molho branco ficou todo aqui. Beijão, a Esposa."

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O NATAL DA VIVIANE

Estava passando umas férias forçadas em Itaíba, mas nada a ver com o caso do promotor assassinado. Passeis três meses numa fazenda, tomando leite de vaca, andando de cavalo e pisando em bosta de gado.


Lá não tinha luz elétrica e assim me vi livre da cara gorda e idiota do Faustão, perdi de ver o César ficar cego na novela das 9 e esqueci que existe essa tal de internet. Por isso não parabenizei nenhum dos meus 24 leitores pelo Facebuco.

Estou de volta e planejo com minha deusa Viviane o melhor dos natais. Em Garanhuns num tem muita coisa pra ver não, porém contudo todavia por aqui nas cidade pequena tão botando pra torar.

A banda Saia Rodada vai se apresentar numa quatro cidade. E vai ser bonito assistir aquelas meninas rebolando no palco e o cantor atacando de gingobel.

Natal com Saia Rodada é mesmo que Semana Santa animada pela Banda Skank.

A Viviane nem liga pra nada disso, tá encantada com as praças da cidade das flor.

Todo dia vai na praça do relógio, de shortinho, tirar fotografia. Eu já tô é com ciúme.

Depois vem a pé, a tardinha e fica embasbacada no praça da fonte luminosa, tirando mais foto pra depois se mostrar no face.

Ela foi nas Casas Bahia e voltou pra casa decepcionada. Fez biquinho, cara de choro e disse tristinha: “Tudo muito caro meu nego. Se for a prestação é um juro filho da puta. Era melhor que fosse Casas Pernambuco, acho que esses baianos tão nos explorando”, protestou.

Viviane acha melhor a gente ficá em casa mesmo. Num tem dinheiro pra o peru a gente mata um frango, toma daquela sidra de pobre, de 6 reais a garrafa e ataca o panetone comprado na promoção do Bonanza, que vem sem a caixa e fica ainda mais em conta.

A gente assiste a missa do galo lá na Catedral, passa na praça Mestre Dominguinhos da Guadalajara, anda de bate e bate e vem pra casa fazer amor até o amanhecer.

Num precisa nem botá aquele disco da Simone na vitrola, vamo vê estrela por conta da emoção.

Feliz Natal pra todos vocês.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

RAPARIGA DE GRAÇA



O maior home que existiu na cidade de Capoeiras foi Seu João Borrego. Ele era um arretado, quando o lugar ainda era uma vila de São Bento tinha um empório com todo sortimento, gerava empregos no povoado, possuía terras como ninguém.

Além de rico, da visão empresarial incomum para a época, Seu João Borrego também era espirituoso.

Um dia ele viu um dos seus empregados fazendo sexo com uma égua, em sua propriedade. Olhou e ficou calado, fez que não viu.

Quando chegou o dia do pagamento o rapaz recebeu e faltava alguma coisa. Contou direito, viu que tava errado e teve coragem de falar:

- Seu João meu dinheiro tá errado, tá faltando! – se queixou o home.

O patrão o observou com jeito sério, ficou só alguns segundos calado e explicou:

- O desconto aí é da minha égua que você comeu. Ou tu quer ter rapariga de graça?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

SEXO, SUPER SEXO E AMOR


Uma mulher mais velha explicava para uma bem mais nova o que era SEXO, SUPER-SEXO e AMOR.

"Sexo é quando um homem te dá regularmente 5 mil dólares por mês, te leva
num restaurante frances e depois te leva para a cama.
Super-sexo é quando um homem te dá regularmente 10 mil dolares por mês, te
leva a um restaurante francês em Paris e depois te leva para a cama."

E o Amor?, perguntou a jovem.

"Amor é uma besteira que os pobres inventaram para te comer de graça".

domingo, 15 de setembro de 2013

VIVIANE E AS CASAS BAHIA

Garanhuns agora vai, disse o Roberto Almeida no seu blog, arrotando otimismo. Vai, tem de ir, só não sei ainda pra onde.

Viviane, minha eterna namorada, esposa, companheira, amante, plantada preguiçosamente no bairro São José, até que está animada.

Ela já está juntando moedas de um real e 50 centavos num porquinho pra comprar um guarda-roupa, ou uma penteadeira, ou um jogo de sofá ou um microondas nas Casas Bahia. Minha amada acha que o cofrinho cheio vai render o suficiente para adquirir pelo menos um desses bens.

“Não interessa se as casas são da Bahia ou do Ceará, o importante é que venda barato”, disse minha deusa, assustada com os preços praticados pelos estabelecimentos comerciais já existentes na cidade. Ela informou ter ido conhecer o galpão de móveis inaugurado pelo Marinho no antigo estacionamento do Pérola, mas ficou um pouquinho decepcionada. “São artigos de terceira, parece o time do Náutico”, esbravejou.

Viviane é meio confusa e não entendeu direito a história do Pão de Açúcar que teriam ido oferecer ao Iza que não alisa. “Vão trazer o Pão de Açúcar pra cá!!! Maravilha, podiam trazer também o Cristo Redentor que aquele do Magano já está meio enfadado”, comentou. Quase morri de vergonha, mas quando olhei pra suas pernas me deu uma espécie de formigamento e esqueci a inocência de minha paixão.

“Eu te love you Viviane e tenho certeza de que você não é nenhuma Valdirene”, pensei comigo mesmo, ardendo de amor pela morena de olhos esverdeados.

Valdirene, perdão leitores, Viviane acredita nas Casas Bahia, no Pão de Açúcar, nas mais de 700 mil obras anunciadas pelo Iza e não acredita em Papai Noel porque não é tão besta assim quanto os senhores pensam.

Ela também perdeu a fé de vez no Hospital Dom Moura. “Quem já viu proibir o padre e o bispo de confortar um doente? Será que são os cubanos que estão dando as cartas por lá?”, questionou o amor da minha vida informadíssima sobre todas as fofocas publicadas nos blogs de Garanhuns.

Independente das novas lojas, do bispo e do prefeito a Viviane é minha e ninguém bota o olho. De noite na cama eu fico pensando, aliás não fico, isso é coisa do Caetano. De noite na cama eu fico tremendo, eu fico ardendo, eu viro um bicho e entrego todo o meu eu (vejam só como estou filosófico) a Vivi.

“Garanhuns vai mesmo Raulzito”, ela pergunta, toda manhosa. Eu digo vai, agorinha mesmo e num instante estou lá. Eu e ela, feito na música do rei.

A Viviane da foto lá em riba é a Araújo que não sou besta de mostrar a minha Vivi pra vocês de biquíni. Inté a próxima.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

VIVIANE NO POP SHOP

Eu estava no Paraguai, comprando umas mercadorias originais para revender em Garanhuns e cheguei às vésperas do Festival de Inverno. A tempo de ver o velho Ney rebolar e o velho Caetano desbundar. Adorei os dois. Quanto mais o tempo passam, mas esses caras cantam e encantam.
 Logicamente, meus 50 leitores no dia em que voltei a essa agradável e esburacada Garanhuns fui ver logo a Viviane, a minha eterna namorada, companheira, esposa, amante... O que você quiseram. Sou completamente apaixonado por essa Gabriela, Cravo e Canela garanhuense, com sua coxas grossas, seus olhos verdes e seu ais... Deus do céu! Eu nem posso contar a vocês porquê.
 Viviane implicou com Caetano porque ele não cantou “Sozinho”, esculhambou Elba por ter cantado frevo, detestou Daniela porque a baiana falou mal dos homens e disse que no Festival o melhor mesmo foram “os turistas de fora”, Fagner e José Augusto, com suas baladas românticas.
 Minha mulher é brega mesmo, o que posso fazer?  Mas eu prefiro ela assim, tão espontânea de que certas madames que de tão artificiais parecem a Eliabeth Savala tentando ser engraçada e fazendo de conta que é atriz.
 Passado o Festival, com tudo correndo as mil maravilhas, graças a Santo Antônio, padroeiro de Garanhuns, veio esta notícia bomba de Ronaldo, o César: O prefeito Izaías Régua vai implodir o pop shop, fazer com o centro do comércio popular de Garanhuns o mesmo que o governador Alckmin fez com o famoso Carandiru.
 Viviane, metida a saber de tudo sem entender de nada foi a primeira a fazer barulho. No salão de beleza, no café da manhã, em plena Avenida Santo Antônio de manhãzinha. “E agora onde vou comprar minhas calcinhas, minhas calças jeans, meus shortinhos curtos que você tanto gosta?”. Ela ficou martelando essas perguntas que parece ia acabar o mundo.
 “E onde vou comprar capa de celular? E aqueles pasteis deliciosos acompanhados de coca cola? Ai meu Deus aquelas coxinhas, lembra que até o prefeito foi comer das coxinhas lá, quando estava atrás do voto da gente?”, foram outras perguntas da Vivi, chorando pelo pop shop, que nem é pop nem dá rock.
 Expliquei que o prefeito vai aumentar o mercado, construir mais boxes e conseguir lugar para todo mundo. A avenida vai ser aberta de modo a melhorar a tal de mobilidade urbana. “A cidade não pode ficar imobilizada, meu amor”, fiz esse trocadilho com o maior charme, tentando acalmar a minha delícia.
 Ela ficou mais calma e resolveu dar um crédito de confiança no Iza que não alisa. “Espero que eu não fique sem minhas coxinhas nem minhas calcinhas”, disse minha amada e não me perguntem se a frase teve duplo sentido. Quando se trata da Viviane tudo é possível e ela é chegada a uma safadezazinha, tanto com as palavras, quanto com as mãos.
 Por que será que eu fui me apaixonar por essa mulher de pop shop, digo de Garanhuns? Minha vó tinha razão: a gente não manda no coração! Até que rimou, não foi?